sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Arte de Amar

Se  queres sentira felicidade de amar, esquece a tua alma,
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus  - ou  fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.
Deixa teu corpo entender-se com outro corpo.
porque os corpos se entendem, mas as almas não.

[Manuel Bandeira]
Img: SamHeughan e Caitriona Balfe  em Outlander 1T, ep 07.

*Quero  dizer que discordo do Manuel Bandeira, pois acredito que existam encontro de almas.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Recria-se

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

[Cora Coralina in “Melhores Poemas”]

A despedida do amor

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

[Martha Medeiros in A despedida do Amor, 2001]

Sentir que não acaba

Éh...a gente tem química, tem física, tem história, riso e amor por tudo que é bom. Tem toda uma bagunça que dá gosto de sentir. De sentir que não acaba. Que faz a gente se encontrar escondido, se beijar de lado e morrer de rir.
Desejar ter te conhecido a vida inteira foi sempre o que fiz, mesmo quando a saudade era alta, tua lembrança era de graça. 

[Vanessa leonardi]

sábado, 11 de março de 2017

Precisão

"A gente precisa é de um instante que cuide bem da gente, de um amor que mereça o nosso fôlego, de um olhar desbocado que não se desvie por pouco e diga pra que veio."

[Priscila Rôde]

sexta-feira, 10 de março de 2017

Reflexo

"Se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor. 
Se sou esquecido, devo esquecer também, 
pois amor é feito espelho: tem que ter reflexo."

[Pablo Neruda]

quinta-feira, 9 de março de 2017

A vida não pára

O incansável mecanismo do cotidiano também é inimigo da dor.
Aí pensamos que ela está mais suportável. Mas um movimento inesperado, um som, uma palavra, um cheiro, um objeto desintegra outra vez o que parecia se reestruturar.
É processo complexo que varia em cada pessoa, em cada circunstância. Seja como for, de tropeço em tropeço, de agonia em agonia, retomamos o prumo. Pois mesmo quando de um lado a morte nos abraça, do outro a vida nos chama.

[Lya Luft in O Tempo é um Rio que Corre]

quarta-feira, 8 de março de 2017

Agora

"Não carrego malas pesadas de mágoas, aprendi a reduzir a bagagem do coração. Sei que a perfeição anda a passos largos de mim, isso não me aborrece, deve ser chato acertar sempre. Tenho sonhos e projetos para o futuro, mas, por enquanto, meu caminho é a estrada do agora."

[Renata Fagundes]

"Eu sempre carrego um amor frouxo na bolsa que ama o tempo todo e uma saudade bonita nos olhos. Só por que eu tenho montanhas que se movem todos os dias e não há nada que não possa virar riso."

[Priscila Rôde]

Sentir paz

"Sentir é o verbo mais afetuoso que a vida nos entrega a todo momento e que, muitas vezes, se alimenta de uma espera desatenta e de muito, muito tempo. Que a gente amanheça com um olhar comprido capaz de enxergar as miudezas mais belas da vida e um abraço apertado que nos faz distribuir laços, desmedidos, de vento em vento. 

Tudo o que verte paz, é Divino."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Seres humanos

Não acredito que existam qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos: seria admitir a existência de uma natureza feminina, quer dizer, aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas. Não se trata para a mulher de se afirmar como mulher, mas de tornarem-se seres humanos na sua integridade”. 

[Simone de Beauvoir in O Segundo Sexo]

Das vezes que morri

“Da vez primeira em que me assassinaram 
perdi um jeito de sorrir que eu tinha… 
Depois, de cada vez que me mataram, 
foram levando qualquer coisa minha…”

[Mário Quitana]

Ser concomitante

O que te direi? Te direi os instantes. Exorbito-me e só então é que existo e de um modo febril. Que febre: conseguirei um dia parar de viver? Ai de mim que tanto morro. Sigo o tortuoso caminho das raízes rebentando a terra, tenho por dom a paixão, na queimada de tronco seco contorço-me às labaredas. À duração de minha existência dou uma significação oculta que me ultrapassa. Sou um ser concomitante: reúno em mim o tempo passado, o presente e o futuro, o tempo que lateja no tique-taque dos relógios”. 

[Clarice Lispector in Água Viva]
Img: Caitriona Balfe

Ternura

"Ternura é aquele afeto brando, 
que no amor nos leva dar mais do que receber."

[Manuel Bandeira]

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sem arrependimentos

- Então me beije, Claire - sussurrou ele. 
- E saiba que você significa mais para mim do que a própria vida
 e que não me arrependo de nada.
[Diana Gabaldon in O Resgate no Mar - parte 2]
Img: Sam Heughan e Caitriona Balfe in Montagem de fã

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